Com formação em Artes cênicas e ballet clássico, Micaela Góes é atualmente conhecida por
atuar no programa Santa Ajuda, do canal GNT. A organização, no entanto, só entrou em sua vida
profissional quando a amiga e comadre Camila Pitanga pediu uma ajuda na reorganização de sua
casa. Foi assim que a bailarina percebeu o próprio talento para organizar vidas.

Presença confirmada na próxima edição do Mulheres que Transformam Mais – onde estará
como uma das palestrantes –, Micaela conversou com a gente sobre os maiores desafios e
conquistas em ser uma mulher empreendedora, além de ter separado algumas dicas para quem está
começando a empreender agora e não sabe como organizar esse começo. Segundo ela, é importante
traçar um plano, mas igualmente importante refletir se temos um perfil empreendedor para lidar
com os desafios e riscos. Confira os conselhos e conheça mais sobre a sua trajetória profissional na
entrevista:

(Foto: reprodução)

A sua trajetória profissional é bastante diversificada, indo do ballet à televisão. Em que ponto
e de que forma a organização entrou na sua vida?
A organização entrou na minha vida de uma forma muito espontânea. Na verdade, eu sempre usei a
organização como uma forma de me organizar internamente. A minha formação é muito diversa
disso realmente, eu sou formada como bailarina clássica e atriz, me formei em Artes Cênicas, e a
organização entrou por acaso quando a minha comadre Camila Pitanga me convidou para organizar
a casa dela pois a enteada ia morar lá e era preciso organizar a casa para receber uma criança. Nesse
momento, eu aceitei o desafio sem saber se ia dar certo e organizei todos os espaços da casa, o
quarto, o closet, a rouparia, todos os cômodos, até chegar às contas, pagamentos, rotinas domésticas, cardápios, etc. Ao fim dessa organização, ela me chamou a atenção para esse meu talento, que era tão natural para mim que eu não via como um serviço, e me disse: “Minha amiga, você tem que fazer isso, você organiza vidas”. A partir dali, ela me indicou para um que me indicou para outro, e lá se vão mais de dez anos organizando vidas.

(Foto: reprodução)

Que dicas daria para as mulheres que ainda estão começando a empreender? Como organizar
esse começo?
Na realidade, empreender não é para qualquer pessoa, assim como nem toda escola serve para toda
criança. É importante você refletir sobre as suas qualidades para empreender. Ser dono do seu próprio negócio traz muitas vantagens, mas traz também grandes desafios – e, em alguns casos, algumas desvantagens. Então é importante refletir e mensurar os riscos e os ganhos que você pode ter nessa aventura, e, principalmente, entender se você tem o perfil empreendedor, se tem coragem e persistência para ser um microempresário no Brasil. Porque isso é muito complicado, é muita burocracia, são muitos desafios. Mas, quando a gente faz aquilo que a gente gosta tendo certeza da nossa capacidade, a vida se abre pras respostas que a gente precisa. Com trabalho, dedicação e organização, a gente conquista.

Quais são, para você, os maiores desafios em ser uma mulher empreendedora? E as maiores
conquistas?
O maior desafio é você enfrentar todas as burocracias necessárias para se estruturar como empreendedor no Brasil e a maior conquista é a realização de você ser dona do seu trabalho, imprimir a sua marca, os seus valores, o seu conhecimento. Além de poder empregar pessoas, gerar renda e abrir novos caminhos para novas famílias. O desafio de ser mulher já é grande, principalmente no sentido de ser multitarefas, e o desafio de ser empreendedora é ainda maior, por ter que dar conta de mais um assunto, além de todos os assuntos que a gente já administra na nossa vida. Então é um grande desafio, mas se você tem certeza do que você gosta, se você confia no seu talento e se você tem um sonho a realizar, programe-se, organize-se, trace um plano, enfrente aquele um minuto de coragem e conquiste. Vale a pena.

 

Maíra Ferreira é formada em Letras pela UFRJ, mestranda em Teoria Literária pela mesma instituição e atua como revisora e editora da Utilità. Publicou seu primeiro livro de poemas – denominado A primeira morte – pela Oficina Raquel e edita a revista digital Oceânica, focada na publicação da poesia produzida por mulheres. Posta looks plus size no Instagram (@mairacomacento) e também escreve sobre relacionamentos, feminismo e vida em seu blog: http://mairacomacento.com.br


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